Conhecimento de italiano é obrigatório para cidadania por casamento

Em setembro de 2019 entrou em vigor o Decreto Salvini, isso significa que passa a ser exigido o nível de proficiência B1 no idioma italiano para quem pretende entrar com processo de dupla cidadania por via do casamento. Esse documento – o que comprova o seu conhecimento da língua – será exigido assim que o requerente solicitar o processo, portanto já no início de tudo.

Como, então conseguir esse certificado de idioma? Vale lembrar que nem todos os certificados são aceitos, somente terão validade aqueles oficiais, como o CELI e o CILS, que são oferecidos pelas universidades de Perugia e Siena, respectivamente, no mundo todo e em datas específicas. Diferentemente do TOEFL (que o certificado linguístico para o inglês), quando se faz o CELI ou o CILS você precisa escolher para qual nível irá aplicar o seu teste de proficiência. Por exemplo: para a cidadania por via do matrimônio você precisará comprovar, no mínimo, o nível B1 do idioma, logo, deverá fazer o CELI 2.

O CELI é dividido em 6 níveis, cada um de acordo com um nível do Quadro Europeu Comum de Referência para as Línguas (QCER), que vai do A1, A2, B1, B2, C1 ao C2, sendo o A1 o nível mais básico e o C2 o mais avançado.

O QCER, por sua vez, é o quadro que dá as bases para um ensino de um idioma; certamente você já deve ter reparado no seu livro de italiano essas siglas A1, A2, B1, B2, C1 e C2. O conteúdo que será ensinado em cada livro é justamente determinado pelo QCER. Por isso é importante você verificar com a sua professora ou professor qual o material será utilizado e se ele seguirá as divisões do QCER. Por essas e outras razões nos cursos da Italiano Descomplicado damos preferência aos livros que sigam o QCER, assim desde a primeira aula o aluno passa a ser, também, preparado para superar um exame de proficiência do italiano.

No nosso curso de italiano para cidadania usamos o livro Nuovo Espresso ou Nuovo Progetto Italiano até o nível B1, ao atingirmos esse nível o aluno será submetido a um simulado do CELI 2 e deverá comprovar sua competência do idioma nas 4 habilidades linguísticas: falar, ler, ouvir e escrever.

No documento oficial do QCER em português, há uma tabela para auto avaliação do seu conhecimento em um idioma, no nível B1 as exigências são as seguintes:

Compreensão oral:

compreender os pontos essenciais de uma sequência falada que incida sobre assuntos correntes do trabalho, da escola, dos tempos livres, etc. Sou capaz de compreender os pontos principais de muitos programas de rádio e televisão sobre temas actuais ou assuntos de interesse pessoal ou profissional, quando o débito da fala é relativamente lento e claro.

Leitura:

compreender textos em que predomine uma linguagem corrente do dia-a-dia ou relacionada com o trabalho. Sou capaz de compreender descrições de acontecimentos, sentimentos e desejos, em cartas pessoais.

Interação oral:

lidar com a maior parte das situações que podem surgir durante uma viagem a um local onde a língua é falada. Consigo entrar, sem preparação prévia, numa conversa sobre assuntos conhecidos, de interesse pessoal ou pertinentes para o dia-a-dia (por exemplo, família, passatempos, trabalho, viagens e assuntos da actualidade).

Produção oral:

articular expressões de forma simples para descrever experiências e acontecimentos, sonhos, desejos e ambições. Sou capaz de explicar ou justificar opiniões e planos. Sou capaz de contar uma história, de relatar o enredo de um livro ou de um filme e de descrever as minhas reacções.

Escrita:

escrever um texto articulado de forma simples sobre assuntos conhecidos ou de interesse pessoal. Sou capaz de escrever cartas pessoais para descrever experiências e impressões

Você se identifica como capaz de ter uma boa desenvoltura em italiano nesses tópicos e na forma descrita? Caso ainda não se sinta seguro, entre em contato com a gente que certamente encontraremos a melhor solução para melhorar a sua segurança no italiano!

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Professor nativo x não nativo

Hoje venho falar de um assunto polêmico: professores não nativos!

Ah, mas puxa vida, quem é nativo sabe a língua estrangeira na sua forma mais genuína.. etc…

Allora (então)…

É certo que grande parte das pessoas interessadas em aprender um idioma tende a buscar professores nativos: buscam italianos para aulas de italiano, alemães para aula de alemão e assim por diante. O que, claro, pode ser muito bom por vários fatores, por exemplo: ouvir um acento bem marcado e mais natural que foge dos áudios dos livros didáticos, possivelmente aprender mais curiosidades gerais sobre a língua e o país (expressões idiomáticas, etc…) e, claro, mais legal ainda será se o professor em questão for formado em um curso de línguas que lhe tenha oferecido um conhecimento melhor e mais aprofundado sobre a língua a ser ensinada (afinal, você, nativo brasileiro e formado em engenharia mecânica, por exemplo, sente-se a vontade para ensinar para alguém sua língua materna? e quando alguém te perguntar o que é uma oração subordinada completiva nominal?).

Porém, ao termos aulas com nativos, muitas vezes não temos as nossas questões bem esclarecidas. Digo por experiência própria: em todo o meu percurso tive aulas com italianos e com brasileiros e, no geral, em aulas de língua italiana na parte gramatical eu sempre preferi ter aulas com os bons professores brasileiros que tive. Mas por que? Pelo simples fato de que: nada melhor do que alguém que teve as mesmas dúvidas que você para esclarecê-las. Veja bem: algumas coisas para os italianos são impossíveis de serem entendidas e/ou concebidas como dificuldades reais. Uma dificuldade que tenho percebido durante as minhas práticas de aulas é em relação ao uso dos pronomes em italiano, uma vez que, em português, geralmente não os usamos na fala quotidiana, porém,  a língua italiana é considerada uma língua pronominal, portanto, no falar, mesmo que comum, os pronomes serão utilizados em abundância.

Para um italiano é noioso (entediante) uma frase do tipo: Eu amo Florianópolis. Em Florianópolis  se come bem. Eu gosto de viver em Florianópolis.

Io amo Florianópolis.  A Florianópolis si mangia bene. Mi piace vivere a Florianópolis.

O que acontece? Troca-se “Florianópolis” por CI, que substitui um lugar (neste caso Florianópolis), e, a partir do momento que “Florianópolis” foi introduzida no assunto não se repetirá mais o nome da cidade em questão: Io amo Florianópolis. Ci si mangia bene. Mi piace viverci. Ou, ainda, em uma resposta: Chi ha mangiato la torta? L’ha mangiata Maria! (Quem comeu a torta? Maria a comeu).  E assim por diante… imagine qualquer tipo de conversa, coloque um tópico e, em italiano, esse tópico já introduzido sempre sempre substituído pelo pronome adequado. Mas, no dia a dia, nós, em português responderemos a pergunta: Quem comeu a torta? Simplesmente com “Maria” e, para nós, pelo contrário, pode soar “estranho” o uso do pronome em situações tão corriqueiras assim.

Claro, este foi apenas um pequeníssimo exemplo que escolhi dentre várias situações que vivi durante os meus anos de formação e também de ensino de italiano e não quero dizer, de forma alguma, que não é válido ter aulas com nativos, apenas acho que seria interessante termos a consciência de que há muita vantagem em buscar ter aulas com professores brasileiros e qualificados.

Lembrem-se que ao ter aula com um não nativo você, de certa forma, pode diminuir a sua vergonha em fazer perguntas, pois, possivelmente, o seu professor ou professora já teve a mesma dúvida, e, além disso, compartilhará com você uma maneira eficiente para saná-la.

Conte para mim, você tem/teve aulas de língua estrangeira com nativos ou brasileiros? Como foram as suas experiências?

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Visitar a Itália depois da pandemia

Como será o turismo na Itália após a pandemia de Covid-19? O que nos resta de um dos países mais atingidos pelo vírus em todo o mundo?

Hoje, 4 de maio de 2020, após dois meses em quarentena a Itália voltará “piano piano” a reabrir seu comércio. Há italianos que estão há mais de 50 dias reclusos em casa; o país instaurou uma rígida quarentena após a explosão da pandemia, que teve início no norte da Itália.

Algumas regiões, como a Umbria, declaram que o vírus está perdendo força, o que justificaria a abertura do país e a tentativa de voltar à normalidade.

Os meses que seguem, junho, julho e agosto, são especiais para os italianos, é justamente o verão europeu que faz com que muitos moradores do país da bota desloquem-se para as regiões litorâneas, em busca de sol e mar e mantenimento da tradição do Ferragosto (feriado do 15 de agosto amplamente aproveitado nas praias). Mas como serão esses meses neste ano? O governo recomenda que as pessoas busquem viajar para localidades próximas de suas residências, que evitem longas distâncias e deslocamentos aéreos. Quem vive na Itália, de certo, poderá ver um lado positivo nisso tudo, talvez seja um momento de conhecer o país e suas maravilhas escondidas. O turismo de 2020 será um turismo slow, um turismo regional.

Já para os turistas que vem de fora uma notícia desta semana mostra como a Itália está preocupada com a sua imagem: a Sicília criará um fundo de 50 milhões de euros para subsidiar parte dos custos de viagens para quem visitar a região. É uma Itália consciente da relevância do turismo em sua economia, basta pensar que, em tempos normais, Roma – a capital – recebe cerca de um milhão de visitantes diários!

Roma, Palermo…O certo é que além dessas cidades a Itália continua viva, firme em sua história e seu passado grandioso que muito atrai os turistas e continuará a atraí-los por muito tempo. A pandemia passará mais cedo ou mais tarde, mas os alicerces da história italiana continuarão firmes. Sabemos que não será agora que um país que superou inúmeras guerras desmoronará, pois temos as provas históricas como o monumento Pantheon que se mantem de pé há mais de 2mil anos e continua a atrair turistas do mundo inteiro.

E é por isso que a Italiano Descomplicado pensou em uma consultoria de viagem para seus clientes: a consultoria engloba 12h de aulas de italiano voltado para viagem, a montagem de um roteiro exclusivo de acordo com as preferências pessoais de cada cliente e auxílio durante toda a sua viagem. Sabemos que viajar para a Itália num futuro próximo exigirá alguns cuidados extras e por isso mantemos a nossa consultoria com informações atualizadas. Aulas 100% on-line para onde você estiver. Entre em contato e venha conhecer nosso serviço!

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